Lucro Presumido na reforma tributária: por que 2026 é o último ano das regras antigas

Se sua empresa está no Lucro Presumido, 2026 é o último ano em que as regras que você conhece valem por inteiro. A partir de 2027, com a reforma tributária, a CBS substitui o PIS e a Cofins — e a principal diferença entre o Presumido e o Lucro Real simplesmente deixa de existir. Se seu contador nunca te mostrou essa conta, este texto é para você.

O que muda no Lucro Presumido com a reforma tributária

Hoje, quem está no Presumido paga PIS e Cofins pelo regime cumulativo: alíquota menor, mas sem direito a crédito sobre as compras. Quem está no Lucro Real paga alíquota maior, mas desconta crédito de insumos, energia, fretes e outros custos.

Essa troca — alíquota menor em vez de crédito — é o motivo de muita empresa média estar no Presumido. Segundo a FENACON, a partir de 2027 essa distinção acaba: a CBS terá a mesma alíquota e as mesmas regras amplas de crédito para os dois regimes. Traduzindo: o “desconto” que justificava o Presumido para muitos negócios sai de cena.

Por que isso é decisão para agora, não para dezembro

Porque a escolha de regime deixou de ser aquele ritual automático de janeiro, em que o contador renova o que já estava e manda a primeira guia do ano. Com o novo sistema, decisões que antes ficavam para a virada estão sendo antecipadas — e a conta que define seu regime de 2027 precisa ser feita com calma, ainda em 2026.

A simulação certa compara pelo menos três cenários:

  • Permanecer no Presumido: como fica sua carga total quando a CBS entrar com crédito amplo;
  • Migrar para o Lucro Real: quanto de crédito suas compras, fretes e energia gerariam de verdade;
  • Voltar ou permanecer no Simples: para quem está no limite de faturamento, esse cenário também entra na conta.

O resultado depende do seu perfil: quanto você compra, de quem compra, para quem vende. Um varejo com margem apertada e compras pesadas tem uma resposta; uma indústria com cadeia longa de insumos tem outra; uma clínica com folha alta tem uma terceira. Não existe resposta única — existe a sua.

O risco de deixar essa conta com quem só emite guia

O dono de empresa que só descobre o próprio regime tributário quando a guia chega está exposto a dois erros caros: continuar num regime que ficou desvantajoso, pagando mais imposto todo mês; ou migrar no susto, sem simular, e trocar um problema por outro.

Contabilidade estratégica funciona ao contrário: primeiro a análise, depois a guia. Na Fort Contábil, nenhuma recomendação de regime sai sem diagnóstico fiscal prévio — e a simulação é feita por um time que conhece o seu setor, seja varejo, indústria ou saúde, olhando seus números reais, não uma tabela genérica.

Perguntas frequentes

O Lucro Presumido vai acabar?

Não. O regime continua existindo para IRPJ e CSLL. O que muda é que, na CBS, ele perde a diferença que tinha em relação ao Lucro Real — e isso pode mudar qual regime custa menos para a sua empresa.

Minha empresa é pequena. Isso me afeta?

Se você está no Simples, o impacto direto é outro (a discussão do regime híbrido). Mas se fatura acima do limite do Simples ou está no Presumido por opção, a resposta é sim — e quanto antes a simulação for feita, mais tempo há para ajustar preço, fornecedores e estrutura.

Dá para esperar 2027 e decidir vendo o que acontece?

A opção de regime vale para o ano inteiro. Quem esperar “para ver” vai conviver doze meses com a escolha errada, sem poder corrigir no meio do caminho.

2026 ainda dá tempo de fazer essa conta com calma, presencialmente, com quem entende o seu setor. Em 2027, ela já terá sido feita — por você ou pelo governo, na forma de imposto pago a mais.

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