Todo fim de ano é igual: as vendas sobem, o movimento cresce — e o caixa aperta. Entre as contas que chegam juntas, o 13º salário é a maior e a mais previsível. Mesmo assim, muito dono de varejo só olha para ela em novembro, quando já não há mais o que planejar. Em 2026, os prazos são os de sempre; o que pode mudar é a forma como você chega neles.
Prazos do 13º salário em 2026
Segundo levantamento do Portal Contábeis sobre as regras deste ano, as datas são estas:
- 1ª parcela: até 30 de novembro de 2026 (pode ser paga a partir de fevereiro);
- 2ª parcela: até 20 de dezembro — e como a data cai num domingo em 2026, o pagamento deve ser antecipado para o último dia útil anterior;
- Parcela única: quem preferir pagar tudo de uma vez precisa quitar até 30 de novembro.
O cálculo é direto: 1/12 da remuneração de dezembro por mês trabalhado com pelo menos 15 dias. Sobre a segunda parcela incidem INSS e, quando for o caso, Imposto de Renda retido na fonte. O FGTS entra como encargo da empresa. Atraso gera penalidade administrativa e risco trabalhista.
O problema não é o prazo. É o caixa.
Novembro e dezembro concentram, no mesmo caixa: 13º, férias coletivas de quem para no fim do ano, reposição de estoque para as festas e impostos sobre um faturamento que cresceu. É a tempestade perfeita para o varejo — o mês em que a empresa mais vende costuma ser o mês em que mais falta dinheiro.
A saída não é mágica, é provisão: separar todo mês uma fração do valor do 13º e dos encargos, tratando isso como custo fixo. Quem começa em janeiro dilui o peso em doze partes. Quem lembra em outubro precisa tirar o valor inteiro de dois meses de caixa — geralmente os meses em que o estoque já consumiu tudo.
O que uma contabilidade estratégica faz de diferente aqui
Uma contabilidade que só processa a folha te entrega as guias do 13º em novembro e considera o trabalho feito. Uma contabilidade estratégica trabalha o ano ao contrário:
- Projeta o custo total do 13º com encargos ainda no primeiro semestre;
- Monta a provisão mensal junto com o dono, no tamanho do caixa real do negócio;
- Avisa com antecedência quando a provisão está atrasada, antes de virar aperto;
- Garante o registro correto no eSocial, para o prazo cumprido não virar multa por erro de obrigação.
É a diferença entre receber uma guia e receber um plano. Na Fort Contábil, esse acompanhamento é feito de perto, presencialmente, aqui em Barretos — com um time que atende varejo e conhece o calendário do comércio da região, não um atendimento de esteira que trata dezembro como um mês qualquer.
Perguntas frequentes
Posso pagar o 13º em parcela única em dezembro?
Não. A parcela única precisa ser quitada até 30 de novembro. Em dezembro, só cabe a segunda parcela, com os descontos de INSS e IR quando aplicáveis.
Funcionário admitido no meio do ano recebe quanto?
Recebe proporcional: 1/12 por mês em que trabalhou ao menos 15 dias. Quem foi admitido em julho, por exemplo, recebe 6/12 do valor.
E se o caixa não der para pagar no prazo?
Atrasar não é opção barata: além da penalidade, mina a confiança da equipe na pior época para perder gente. Se a conta não fecha, o caminho é antecipar a conversa com a contabilidade — há sempre mais alternativas em setembro do que em dezembro.
Se o seu fim de ano costuma terminar com vendas recordes e conta bancária no limite, o problema não está nas vendas — está na falta de alguém desenhando o caixa com você. Ainda dá tempo de fazer diferente em 2026.